Daniele Timpano
Daniele Timpano (Roma, 1974) é dramaturgo, ator e diretor teatral. Em 2008, cofundou a companhia Frosini/Timpano com Elvira Frosini. Em seu teatro, a música nunca é um mero elemento de fundo, mas uma presença viva e provocativa que dialoga com — ou confronta — a ação no palco. Verdadeiro instrumento de "ruptura intelectual", o som transforma o sério em grotesco por meio de uma ironia profana. Ao longo dos anos, colaboraram com músicos como Marco Maurizi, Ivan Talarico, Lorenzo Danesin, Natale Romolo, Marzio Venuti Mazzi e Luca Venitucci. Seus trabalhos foram apresentados em importantes teatros e festivais na Itália e no exterior, recebendo diversos prêmios, incluindo o Prêmio Riccione – Franco Quadri (2019) e o Prêmio Ubu (2021 e 2022). Entre as principais produções da companhia, destacam-se a trilogia Storia cadaverica d'Italia (Dux in scatola, Risorgimento pop e Aldo morto), Ecce robot!, Zombitudine, Acqua di colonia, Ottantanove, Disprezzo della donna e Tanti sordi. Em 2014, a Rai5 produziu um documentário sobre o trabalho da companhia. Timpano também é o criador, roteirista e intérprete do projeto Aldo morto 54, no qual viveu em uma transmissão ao vivo por 54 dias (de 16 de março a 8 de maio de 2013), confinando-se voluntariamente em uma cela reconstruída dentro de um teatro.